Sou uma pessoa feliz e de bem com a vida. Estou muito entusiasmada com meu trabalho, isto porque faço o que me agrada, o que me estimula...Gosto de estudar, de buscar novos conhecimentos e novas práticas. Encontro-me num constante processo de aprendizagem, onde procuro absorver o máximo de tudo, enriquecendo minha prática profissional. Espero poder contribuir com outros profissionais da área de Educação, mostrando um pouco do que sei fazer de melhor: trabalhar com Informática Educativa. Agradeço, desde já, a visita e a atenção de cada um que prestigia este espaço. Um abraço e volte sempre!!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

BLOG - Um instrumento pedagógico

Tendo como base a postagem anterior “Os novos espaços de atuação do educador com as tecnologias”, um dos recursos que pode ser usado como ferramenta pedagógica nas escolas, disponibilizado na Internet, é a criação de um Blog.

O blog é um espaço para reflexão coletiva sobre o uso pedagógico da Internet. Torna as aulas mais dinâmicas onde os alunos podem contribuir com suas próprias pesquisas on-line, interagindo e contribuindo para o conhecimento coletivo.

Através deste espaço, podemos reconhecer o universo mágico e encantador das midias, da tecnologia e multimeios e a sua relação com o ser humano, incentiva-se, dessa forma, o convívio e a aprendizagem das tecnologias envolvidas com o objetivo de promover práticas inclusivas, além da proposta de um trabalho colaborativo, visando articular cidadania plena e transformar a escola em espaço de produção de cultura em cada contexto no qual ela se insere, ou seja, a inclusão sócio-digital.

"O uso do blog, na esfera educacional, pode potencializar processos de colaboração, o exercício da expressão criadora, a valorização da produção com significado social, a autoria e o protagonismo. Estimula a leitura, a escrita e a produção em outras linguagens, podendo constituir redes sociais e de saberes. É uma importante ferramenta que possibilita o desenvolvimento de aprendizagens relativas à comunicação digital e à postura autoral na Internet, por meio da publicação de conteúdos."

Fonte: http://educarede.info/poie

Os novos espaços de atuação do educador com as tecnologias

Uma das reclamações generalizadas de escolas e universidades é de que os alunos não agüentam mais nossa forma de dar aula. Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida.

A tecnologia foi inserida nas escolas, mas, em geral, para continuar fazendo o de sempre – o professor falando e o aluno ouvindo – com um lustro de modernidade. As tecnologias são utilizadas mais para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos.

O cinema, o rádio, a televisão trouxeram desafios, novos conteúdos, histórias, linguagens, porém, as mídias sempre foram incorporadas marginalmente. A aula continuou predominantemente oral e escrita, com pinceladas de audiovisual, alguns professores utilizando vídeos, filmes, em geral como ilustração do conteúdo, como complemento. Eles não modificam substancialmente o ensinar e o aprender, e sim mostram uma idéia de novidade, de mudança, mas, se trata apenas de uma maquiagem.

Uma série de novidades foi trazida com o computador, uma forma de fazer mais rápido, mais fácil. Porém, durante anos contínuos sendo utilizado mais como uma ferramenta de apoio ao professor e ao aluno. As atividades principais ainda estão focadas na fala do professor e na relação com os textos escritos.

Hoje, com a Internet e a fantástica evolução tecnológica, podemos aprender de muitas formas, em lugares diferentes, de formas diferentes. A sociedade como um todo é um espaço privilegiado de aprendizagem. Mas ainda é a escola a organizadora e certificadora principal do processo de ensino-aprendizagem.

Educar hoje é mais complexo porque a sociedade também é mais complexa e também o são as competências necessárias. As tecnologias começam a estar um pouco mais ao alcance do estudante e do professor. Precisamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos, a orientar atividades, a definir o que vale a pena fazer para aprender, juntos ou separados.

Com a Internet e outras tecnologias surgem novas possibilidades de organização das aulas dentro e fora da escola, mas também traz novos desafios pedagógicos e tecnológicos para os educadores.

Do ponto de vista metodológico o professor precisa aprender a equilibrar processos de organização e de “provocação” na sala de aula. Uma das dimensões fundamentais do educar é ajudar a encontrar uma lógica dentro do caos de informações que temos, organizar numa síntese coerente (mesmo que momentânea) das informações dentro de uma área de conhecimento. Compreender é organizar, sistematizar, comparar, avaliar, contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica procura questionar essa compreensão, criar uma tensão para superá-la, para modificá-la, para avançar para novas sínteses, novos momentos e formas de compreensão. Para isso o professor precisa questionar, tensionar, provocar o nível da compreensão existente.

Uma outra atividade importante nesse momento é a capacitação para o uso das tecnologias necessárias entre professores e alunos. Conhecer a plataforma virtual, as ferramentas, como se coloca material, como se enviam atividades, como se participa num fórum, num chat, tirar dúvidas técnicas. Esse contato com o laboratório é fundamental porque há alunos pouco familiarizados com essas novas tecnologias e para que todos tenham uma informação comum sobre as ferramentas, sobre como pesquisar e sobre os materiais virtuais do curso.

Tudo isto pressupõe que os professores foram capacitados antes para fazer esse trabalho didático com os alunos no laboratório e nos ambientes virtuais de aprendizagem (o que muitas vezes não acontece).

A Internet favorece a construção colaborativa, o trabalho conjunto entre professores e alunos, próximos física ou virtualmente. Podemos participar de uma pesquisa em tempo real, de um projeto entre vários grupos, de uma investigação sobre um problema de atualidade. O importante é combinar o que podemos fazer melhor em sala de aula: conhecer-nos, motivar-nos, reencontrar-nos, com o que podemos fazer a distância pela lista, fórum ou chat – pesquisar, comunicar-nos e divulgar as produções dos professores e dos alunos.

A Internet e as novas tecnologias estão trazendo novos desafios pedagógicos para as universidades e escolas. Os professores, em qualquer curso presencial, precisam aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. O primeiro espaço é o de uma nova sala de aula equipada e com atividades diferentes, que se integra com a ida ao laboratório conectado em rede para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio técnico-pedagógico. Estas atividades se ampliam a distância, nos ambientes virtuais de aprendizagem conectados à Internet e se complementam com espaços e tempos de experimentação, de conhecimento da realidade, de inserção em ambientes profissionais e informais.

Esta postagem teve como referência o texto de José Manuel Moran,

Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância

Autor do livro: A educação que desejamos novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2007.

Texto publicado nos anais do 12º Endipe – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, in ROMANOWSKI, Joana Paulin et al (Orgs). Conhecimento local e conhecimento universal: Diversidade, mídias e tecnologias na educação. vol 2, Curitiba, Champagnat, 2004, páginas 245-253 - jmmoran@usp.br

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

INTERNET E EDUCAÇÃO

A Internet é uma importante ferramenta de trabalho e também de divulgação e interação onde as pessoas participam trocando experiências e informações.

O uso da Internet nas escolas está delimitado, em sua maioria na pesquisa de informação. As pessoas esquecem que o grande potencial da Internet é a comunicação. Entretanto, dentro de nossa visão de processo, isso é admissível. Em um primeiro momento, usamos a Internet como ferramenta e sua característica mais marcante que é o acesso à informação.


Após um processo de maturação, percebemos que a Internet é mais que isso: passamos a usá-la como uma rede de comunicação. Passamos a participar de projetos e eventos colaborativos mundiais, a participar de Listas de Discussão, de Blogs nos quais debatemos e trocamos experiências e a usá-la como ferramenta de expressão política e social.


Se um dos objetivos do uso do computador no ensino for o de ser um agente transformador, o professor deve ser capacitado para assumir o papel de facilitador da construção do con
hecimento pelo aluno e não um mero transmissor de informações.


O professor deve ser constantemente estimulado a modificar sua ação pedagógica, participar das novidades tecnológicas e interagir com as novas formas de conhecimento, pois de nada adianta toda a tecnologia se não mudarmos a metodologia.

O USO DA INFORMÁTICA NA ESCOLA

Nelson Pretto

Morar fora do Brasil e todos os dias poder ler A Tarde para saber o que acontece em Salvador. Movimentar a conta bancária sem maiores problemas, a menos o de verificar diariamente a desvalorização do nosso real frente a libra da rainha. São algumas das vantagens da Internet que fazem parte daquilo que chamo do "outro lado" do uso da rede.

O que se quer saber no momento é exatamente o que as escolas estão fazendo na Internet. Como estas tecnologias estão sendo incorporadas ao processo educacional e o que elas estão trazendo de transformação, de inovação ou de simples melhoria para a educação de nossos filhos? Estas questões são complicadas e, quando vemos um país como o Brasil seguindo os modelos internacionais e investindo muito dinheiro na informatização do sistema público de ensino, ficamos a nos perguntar que benefícios teremos. Quem tem filhos em escola particular já se pergunta sobre isso porque muitas vezes paga extra pela terceirização das aulas de informática. Mas, para que estas aulas? Aulas de que? Aulas para ensinar a usar processador de textos ou planilhas eletrônicas? As mais avançadas falam em preparar para o futuro. Que futuro?! Será isso um simples modismo que logo passará? Penso que não e justo aí está o problema.

Precisamos estar atentos a estas políticas porque estas tecnologias podem efetivamente contribuir para uma transformação radical no nosso sistema educacional, mas somente se forem utilizadas em outras bases. Se gastamos muito dinheiro com estes equipamentos e repetimos os velhos métodos, o que teremos será apenas uma escola mais cara.

Estas são questões fundamentais e, se não pensarmos nelas, mais uma vez vamos montar enormes estruturas que potencialmente são estruturas comunicacionais, de diálogo e criatividade, e transformá-las em estruturas burocráticas de cumprimento de tarefas. E se nós, professores, estamos fazendo isso apenas como mais uma tarefa padronizada e burocrática, não resta a menor dúvida que muito em breve - ou será que já começou?! - estaremos passando estas mesmas monótonas e repetitivas tarefas para nossos alunos. E eles, mais uma vez, vão nos odiar!

Leia o texto completo no endereço:

http://br.geocities.com/spereirag


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O QUE É INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO?

José Armando Valente

O termo "Informática na Educação" tem assumido diversos significados dependendo da visão educacional e da condição pedagógica em que o computador é utilizado. No entanto, o MEC-PROINFO ao longo da sua história de atuação nessa área, tem muito peculiar e, portanto, merece ser explicitada.

Em linhas gerais, a Informática na Educação significa a inserção do computador no processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades da educação. Os assuntos de uma determinada disciplina da grade curricular são desenvolvidos por intermédio do computador.

Uma vez isso posto, a primeira distinção que é necessário explicitar é que essa visão elimina o uso do computador para ensinar conteúdos de ciência da computação ou "alfabetização em informática". Nesse caso, o aluno usa o computador para adquirir conceitos computacionais, como princípios de programação e implicações sociais sociais do computador na sociedade. Essa abordagem tem sido bastante divulgada e é a solução que muitas escolas encontram para o uso do computador na educação. Para tanto, o atual currículo é incrementado com uma disciplina de "Introdução à Informática" cujo objetivo é ensinar sobre computação. Certamente isso permitirá ao aluno conhecer o computador. Porém, do ponto de vista educacional, isso não altera o modo como os conteúdos das outras disciplinas são ministrados.

Portanto, a Informática na Educação significa o desenvolvimento do conteúdo de disciplinas curriculares por intermédio do computados. Por exemplo, o conteúdo de uma determinada série pode ser desenvolvido integrando o computador aos métodos tradicionais que o professor usa. No entanto, isso pode ser feito pelo próprio professor da disciplina como por um especialista em informática cuja missão é desenvolver as atividades de uso de computador na escola. Em geral, a presença do especialista em informática tem sido adotada por escolas que deseja ter o computador implantado nas atividades educacionais mas não estão interessados em resolver as dificuldades que a inserção do computador na disciplina normalmente acarreta como a alteração do esquema de aulas, ou investir na formação dos professores das disciplinas.

A Informática na Educação que o MEC-PROINFO tem adotado enfatiza o fato de o professor da disciplina curricular tem conhecimento sobre os potenciais educacionais do computador e ser capaz de alterar adequadamente atividades tradicionais de ensino-aprendizagem e atividades que usam o computador. No entanto, a atividade de uso do computador pode ser feita tanto para continuar transmitindo a informação para o aluno e, portanto, para reforçar o processo instrucionista, quanto para criar condições do aluno construir seu conhecimento.

http://br.geocities.com/spereirag

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO


Quando penso em Informática e Educação, encontro fundamentação teórica nesses grandes mestres:

" ... O exercício de pensar o tempo, de pensar a técnica, de pensar o conhecimento enquanto se conhece, de pensar o quê das coisas, o para quê das coisas, o como, e em favor de quê, de quem, o contra quê, o contra quem são exigências fundamentais de uma educação democrática à altura dos desafios do nosso tempo"...

(Paulo Freire (2000) Pedagogia da Indignação: Cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo. Editora UNESP. Página 102.)

“O conhecimento é o que cada indivíduo constrói como produto do processamento, da interpretação, da compreensão da informação”.

José Armando Valente

(Revista Pátio, Ano VIII nº 31 Ago/Out 2004, página 13)

"Precisamos reinventar a forma de ensinar e aprender...”

José Manuel Moran


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

INFORMÁTICA E PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

A tecnologia renovando o Processo Educativo

A educação nos dias atuais está passando por um processo de renovação de espaços, de resignificação de conteúdos e de valores, tendo como ponto de partida todas as mudanças ocorridas na sociedade. Um novo paradigma surge no horizonte da civilização moderna em decorrência do desenvolvimento tecnológico na informação e na comunicação. As sociedades sentem a urgência de desenvolver programas capazes de promover a necessária inserção e participação ativa nesse mundo que, aos poucos, se descortina e traz a possibilidade de múltiplas conexões, em uma velocidade jamais vista. A escola como instituição integrante e atuante dessa sociedade e desencadeadora do saber sistematizado, não pode ficar fora ou a margem deste dinamismo (Kenski,1998).
Fora da escola, professores e alunos, estão permanentemente em contato com tecnologias cada vez mais avançadas, onde a máquina transforma, modifica e até substitui as tarefas humanas. Eles vivem e atuam nesta realidade como cidadãos participantes, mas não “conseguem” introduzir estas “novidades” dentro da escola, pois necessitam cumprir conteúdos programáticos exigidos.
A tecnologia, mais especificamente, o uso do computador, além de renovar o processo ensino-aprendizagem, vai propiciar o desenvolvimento integral do aluno, valorizando o seu lado social, emocional, crítico, imaginário,deixando margens para exploração de novas possibilidades de criação (Kenski, 1998)
Portanto, a informática, serve para explorar novas possibilidades pedagógicas e contribuir para uma melhoria do trabalho docente em sala de aula, valorizando o aluno como sujeito do processo educativo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

INFORMÁTICA EDUCATIVA NA ESCOLA

PROJETO “Interligando Saberes na era digital”

Vivemos em um mundo tecnológico, onde a informática é uma das peças principais.

O avanço das comunicações, proporcionado pelos avanços científicos e tecnológicos, alterou o modo de viver e pensar.

Segundo Fróes: “A tecnologia sempre afetou o homem: das primeiras ferramentas, por vezes consideradas como extensão do corpo, à máquina a vapor, que mudou hábitos e instituições, ao computador que trouxe novas e profundas mudanças sociais e culturais, a tecnologia nos ajuda, nos completa, nos amplia... Facilitando nossas ações, nos transportando, ou mesmo nos substituindo em determinadas tarefas, os recursos tecnológicos ora nos fascinam, ora nos assustam."

Com a globalização e a transformação da realidade que a tecnologia está provocando no modo de ver e entender o mundo, a escola é afetada profundamente, necessitando redefinir seu papel.

Neste contexto, a informática educativa propicia ao aluno uma aprendizagem interativa onde há a construção do conhecimento de uma maneira lúdica e dinâmica.